A evolução clínica de pacientes com fibrose pulmonar pode ser muito variável, em função do tipo e da causa da doença. Ela costuma ser mais favorável quando é possível detectar-se precocemente um agente causador ambiental e afastá-lo. Esse fato enfatiza a necessidade do estabelecimento do diagnóstico preciso da doença que está causando a fibrose pulmonar. Por outro lado, em casos de longa evolução, independentemente da causa, nos quais as cicatrizes já estão bem estabelecidas, as chances de melhora são pequenas. De modo geral, podemos dizer que, em boa parte dos casos, as fibroses pulmonares são processos crônicos, de evolução arrastada e progressiva.

Entre as diversas formas de fibrose pulmonar aquela que costuma ter a pior evolução clínica é a Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI). A maioria dos pacientes com a essa doença evolui, em ritmo variável, com piora da falta de ar e da tosse. Os estudos mostram que, em média, a sobrevida de pacientes com FPI gira em torno de três anos após o momento do diagnóstico. Porém, por motivos ainda não completamente entendidos, alguns poucos doentes ficam estáveis por mais de 10 anos, enquanto outros apresentam deteriorações muito rápidas, em questão de poucos meses.

O surgimento de novas medicações antifibróticas para o tratamento de pacientes com FPI, ao que tudo indica, deve levar a melhora do prognóstico desta doença.