Pacientes com fibrose pulmonar de diferentes causas costumam reclamar de falta de ar e tosse seca.

A falta de ar geralmente se instala aos poucos, de forma lenta, aparecendo apenas quando se realiza algum tipo de atividade física. Muitas vezes o paciente não dá importância ao sintoma e atribui o cansaço ao envelhecimento ou ganho de peso. Ao longo de meses ou anos, a falta de ar vai ficando mais forte e aparecendo com atividades físicas cada vez menos intensas. Por exemplo, o paciente inicialmente nota falta de ar para subir escadas entre dois andares, depois para andar 100 metros no plano e, ao final, cansa mesmo para tomar banho.

A tosse de pacientes com fibrose pulmonar normalmente é seca, ou seja, tem nenhum ou muito pouco catarro. Pode aparecer a qualquer hora do dia e, à medida que a doença evolui, pode incomodar muito os pacientes e mesmo as pessoas com quem eles convivem.

A fibrose pulmonar não costuma levar a pneumonias de repetição, tosse com catarro abundante ou chiado no peito.

Quando o paciente é examinado por um médico, alguns achados chamam a atenção para a possibilidade de uma pneumonia intersticial fibrosante. Alguns pacientes vão mostrar uma alteração nas extremidades dos dedos das mãos, e às vezes também dos pés, chamada baqueteamento digital. As pontas dos dedos crescem de maneira arredondada lembrando as cabeças das varetas usadas para tocar tambor. Como consequência, as unhas também ficam arredondadas lembrando o vidro de relógios antigos. Existem diversas causas para baqueteamento digital e a fibrose pulmonar é apenas uma delas.

Outro achado de exame físico que deve chamar a atenção do médico para a possibilidade de fibrose pulmonar é a ausculta com o estetoscópio de estertores finos. Esse tipo de ruído lembra ao médico fechos de velcro se abrindo. Embora os estertores finos costumem ser os achados mais precoces do exame físico de pacientes com fibrose pulmonar, eles também podem aparecer em diversas outras doenças.