O termo fibrose pulmonar significa literalmente a presença de cicatrizes nos pulmões. É processo parecido com cortar a pele e depois ficar com uma marca no local para o resto da vida. Várias doenças podem levar ao aparecimento desse problema. Assim, por exemplo, uma pessoa com tuberculose, quando cura, pode ficar com cicatrizes pulmonares para sempre. Em situações como esta, as cicatrizes tendem a ser localizadas apenas em poucas regiões dos pulmões.

Contudo, mais frequentemente, o termo fibrose pulmonar é empregado com significado diferente. Existe um grupo de doenças que podem levar ao surgimento de áreas extensas de fibrose, ou seja, ao aparecimento de muitas cicatrizes nos dois pulmões. Essas doenças são chamadas de pneumopatias intersticiais fibrosantes ou, para facilitar o modo de falar, apenas como fibroses pulmonares.

Nesse cenário o nome pneumopatia quer dizer doença pulmonar e é substituído, às vezes, pelas palavras pneumonia ou pneumonite com o mesmo sentido. O termo intersticial indica que essas doenças atacam as regiões mais distantes dos pulmões, depois do final dos brônquios, onde ocorrem as trocas de gases entre o sangue e o ar ambiente. Por causa do surgimento dessas cicatrizes, os pulmões ficam endurecidos e encolhem, tornando a respiração muito difícil.

Desse modo, quando usamos a expressão fibrose pulmonar, estamos normalmente nos referindo a um conjunto de várias doenças parecidas, que podem levar ao aparecimento de cicatrizes difusas em ambos os pulmões.